Crescendo na Graça e no Conhecimento, e no Apascentamento
Devocionais
UNIDADE DE DEUS

Estamos no mês de Setembro, mês da primavera, portanto das flores, e como a flor é o resultado da união entre suas pétalas, a igreja é o resultado da união entre seus membros.

VAMOS MEDITAR ENTÃO SOBRE A UNIÃO, QUE O SENHOR JESUS FALOU EM SUA ORAÇÃO:

João 17: 18-23

Jesus aqui está mostrando que Ele e Deus é um só, e ordenando que sejamos unidos, mostrando o amor entre nós, para anunciarmos o amor de Deus.

Portanto somos enviados do Senhor Jesus, para através do exemplo que Ele nos deu, de unidade com o Pai , convençamos às pessoas que Deus se importa tanto com elas, que veio a este mundo sofrer como homem, para provar que se pode passar pelas tentações de satanás e vencer.

Para que as pessoas não falem a nós, como aos seus chefes: “MANDAR É FÁCIL, PORQUE NÃO VEM FAZER?”, Vamos dar às pessoas o exemplo que o nosso Senhor nos deu, primeiro Ele fêz, mostrou o exemplo.

Vamos ver algumas citações provando que foi Ele quem veio.

Isaias 9:6

O menino que nasceu, é o Deus forte; Ele precisou em alguns momentos mostrar que era Deus, e em outros mostrar que era homem, para o povo crê.

Mateus 4:2

Teve fome

Mateus 4:10

Só a Deus adorarás, mas em Mateus 9:18 Jesus foi adorado pelo chefe da sinagoga, cuja filha foi ressuscitada por Ele como Deus;

em João 11:32 Maria ajoelhou aos seus pés e O adorou, e Jesus como Deus ressuscitou seu irmão Lázaro, quando em Lucas 10:40 como homem comeu em sua casa.

Em Atos 10:25 e 26 Pedro foi adorado porque fazia as mesmas maravilhas que Jesus, mas rejeitou a adoração porque era homem e não Deus, diferentemente de Jesus;

Em apocalipse 19:10, João prostrou-se aos pés do anjo para adorá-lo, mas o anjo não aceitou dizendo para adorar só a Deus.

Finalmente em Tito 2:13, o Apóstolo Paulo nos diz para aguardarmos a VOLTA DE DEUS, o nosso Senhor Jesus Cristo.

Encerrando, voltemos a JOÂO 17:23 EU NELES E TU EM MIM, PARA QUE SEJAM PERFEITOS EM UNIDADE, E PARA QUE O MUNDO CONHEÇA QUE TU ME ENVIASTE.

ENTÃO O MAIOR EVANGELISMO É A NOSSA UNIÃO!!

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DERRUBANDO GIGANTE

DERRUBANDO GIGANTES

Há momentos em nossas vidas que enfrentamos situações que são verdadeiros gigantes. São problemas que nos assustam, assim como Golias assustava o exercito de Israel. O gigante de hoje pode ser desde um problema emocional, espiritual, financeiro e outros. Às vezes, não sabemos o que fazer, com medo, fugimos ou aceitamos a derrota. A Bíblia nos diz em 1 Samuel 17 que em uma guerra entre os israelitas e os filisteus, um homem de grande estatura, bem treinado, um verdadeiro gigante se levantou contra o exército de Israel. Pediu um homem, um guerreiro para lutar contra ele, mas ninguém teve coragem de enfrentá-lo. O próprio rei Saul ficou desesperado, sem saber o que fazer. Pois a luta não era contra um simples soldado, mas, sim, contra um gigante. Foi nesse momento que o jovem, pastor de ovelhas, chamado Davi entrou em cena. Quando ele viu o gigante Golias afrontando o exército de Israel ficou indignado e, num ato de fé, tomou uma atitude de enfrentar o gigante. Usando apenas uma funda e cinco pedras, ele derrotou o gigante e livrou Israel da humilhação. Como derrubar os gigantes de hoje?

Em primeiro lugar, encare o seu gigante (ou problemas) de frente – vv. 20-24. Davi correu para o campo de batalha, foi ver de perto o problema. Se queremos vencer o gigante de nossa vida, devemos encará-lo de frente e não fugir dele. Não fuja de seus problemas, enfrente-os, lute contra eles, não se esconda deles.

Em segundo lugar, não se intimide diante do gigante nem com que as pessoas dizem sobre você – 26-33. Davi não intimidou com o que disseram a seu respeito, ou seja, que ele não podia vencer o gigante. Foi repreendido pelo irmão mais velho (v.28).Foi desqualificado pelo rei Saul (vv. 31-33).  Muitos irão falar que você não tem capacidade para vencer este gigante, que não tem mais jeito, que você é um derrotado.

Em terceiro lugar, não considere o gigante de sua vida como imbatível ou invensível – vv. 34-37. Davi não considerou Golias um guerreiro imbatível, mas um alvo grande e imóvel.Não olhe para os seus problemas como se não tivesse solução, olhe para eles como se já estivessem derrotados pelo poder de Deus.O Senhor é quem te livrará. Davi confiava em Deus.

Em quarto lugar, lute contra este gigante com suas próprias armas – vv. 38-40. Davi escolheu usar suas próprias armas ao invés das armas de Saul. Use o que você tem. O problema é que, ás vezes, queremos usar as armas alheia. “As armas de nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2Co 10.4).Assim como Davi não aceitou a armadura de Saul para lutar contra Golias, da mesma forma não podemos aceitar os rudimentos do mundo, pelo contrário, devemos nos revestir do que é espiritual.

 Em quinto lugar, considere esta luta como luta de Deus – 41-51. Davi enfrentou o gigante em NOME DO SENHOR dos exércitos. Não foi com armas carnais, mas no poder de Deus (Sl 20.7).Deus quer pelejar pela sua causa, basta você confiar. Deixe Deus guerrear por você, considere sua luta como se ela fosse de Deus.

Assim como se levantou um gigante para afrontar o exército de Israel e assim levando-o ao medo e ao sentimento de fracasso; gigantes também se levantarão contra as nossas vidas para tentar nos sufocar e tirar a nossa paz, causando em nós desequilíbrios emocionais e espirituais. Mas, assim como Davi não teve medo, mas confiou em Deus, da mesma forma, nós também devemos confiar em Deus e avançar contra o gigante crendo que ele será derrotado pelo poder de nosso Deus. Não podemos fugir dele, mas lutar com as armas que o Senhor nos deu.

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MOTIVOS PARA AGRADECER A DEUS

MOTIVOS PARA AGRADECER A DEUS – 1Pe 1.3-9

Há muitos motivos pelos quais podemos agradecer a Deus. Esse texto nos revela alguns deles:
1. Pela misericórdia e esperança viva, mediante a ressurreição de Cristo – v.3

1.1. Misericórdia – é não receber o que merecemos;
1.2. Ele nos regenerou – nos gerou novamente, nos deus uma nova vida (nascer de novo);
1.3. Para uma esperança viva – é uma esperança sempre renovada pela confiança daquele que motivou.
 É a esperança da vida eterna Tt 1.2;
 A esperança que não nos envergonha – Rm 5.5.;
 A esperança da glória de Deus – Rm 5.2;
 A esperança na bem-aventurada volta de Cristo – Tt 2.13;
 Esperança que causa regozijo – Hb 3.6;
 Esperança essa que serve de âncora da alma – Hb 6.18,19.

2. Pela herança eterna – v.4
Herança é possuir tudo quanto está associado a filiação (Rm 8.17).
 Nossa herança consiste daquilo que Deus faz em nós e conosco, e não essencialmente o que Ele nos dá em forma de bênçãos externas.
2.1. É uma herança incorruptível – imperecível.
2.2. Sem macula – jamais perderá o seu valor; é inalterável.
2.3. Uma herança que está guardada no céu.

3. Pela proteção divina – v.5
3.1. Mediante a fé somos protegidos pelo poder de Deus. Somos guardados na fortaleza de Deus e Ele mesmo é o guarda que monta sentinela.
3.2. São preservados até a salvação final.

4. Ações de graça em meio ao sofrimento – VV. 5,7
4.1. Exulta na provação – v.6
4.2. Reconhece que a provação é para fortalecimento da fé – v.7
4.2.1. Para que a fé se torne muito mais valiosa do que o ouro;
4.2.2. Para que seja uma fé verdadeira;
 Uma fé que louva a Deus;
 Uma fé que glorifica a Deus;
 Uma fé que honre a Deus; na revelação de Jesus Cristo – “Parousia”.

5. Ações de graça pelo conforto pelo Cristo invisível – v.8
5.1. Os regenerados amam a Cristo;
5.2. Mesmo não o vendo crêem nele;
5.3. Exultam-se com alegria indizível e gloriosa.

6. Ações de graça pela salvação da alma – v. 9
A fé em Cristo tem como objetivo a salvação das vossas almas: libertação – santificação – vida abundante.

Conclusão
Você já experimentou agradecer a Deus por todas as coisas, mesmo por aquelas que julgamos não serem agradáveis? Ao invés de reclamar, aprenda a agradecer, e certamente você experimentará uma vida mais alegre, abençoada e vitoriosa. Se parássemos por vinte e quatro horas só para agradecer a Deus, ainda seria pouco, pois grandes coisas ele tem feito por nós. Por isso temos que aprender agradecer todos os dias de nossa vida.

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RECONSIDERANDO A GRANDE COMISSÃO

Reconsiderando a Grande Comissão – Mateus 28.16-20

 

 Introdução

Já ouvi muitos irmãos citarem este texto. Talvez seja um dos mais lidos na igreja. Outros ainda dizem: eu quero cumprir o “Ide” de Jesus. Mas quantos de fato têm vivido essa verdade, tem praticado, tem ido de verdade? Em teoria a Grande Comissão é muito linda, mas na pratica não é. A grande crise da igreja dos dias de hoje é de coerência com relação às verdades e posturas que ela conhece, mas se ver incapaz de colocá-las em prática no dia-a-dia. É comum falarmos, por exemplo, que a Bíblia é a nossa regra de fé e prática. Mas este é apenas o nosso discurso, não a nossa prática. Este texto se constitui num dos mais comentados, mais pregados e mais conhecidos do evangelho. Foi o último sermão de Jesus aqui na terra, no qual ele comissionou os seus onze discípulos a perpetuarem a sua mensagem, a darem continuidade ao seu testemunho, a levarem à frente aquilo que ele começou. Contudo, infelizmente existe um grande abismo entre o que lemos nele e o que praticamos. Por isso convido a todos nesta noite (dia) a uma reflexão sobre este texto, reconsiderando a Grande Comissão.

 

“A GRANDE COMISSÃO É UM PROJETO DIVINO DO QUAL EU FAÇO PARTE”.

Este texto nos mostra algumas verdades sobre a Grande Comissão:

 

I. A Grande Comissão está alicerçada no Poder (Soberania) do Rei Jesus (v.18).

Ele é o Senhor Soberano de todo o universo (céu e terra). At 2.36: “Portanto, que todo o Israel fique certo: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo”.

 

1. Jesus chama os discípulos para realizarem uma obra com poder e autoridade vindos do alto. Eles deveriam ir mais não baseados nas possibilidades circunstanciais (cf. Lc 24.49; At 1.8)

 

2. A obra de Deus não pode ser feita com dinheiro (ainda que precisamos dele), títulos e organizações. A obra de Deus se faz com homens e mulheres que obedecem à chamada divina, confiando na autoridade de Jesus. (Veja o exemplo de Pedro e João – At 3.1-8).

 

3. Jesus recebeu todo poder no céu e na terra – agora ele capacita aos seus servos para realizarem a sua obra.

 

II. O propósito do Rei: “Fazei Discípulos de todas as nações”.

 

1. Fazei discípulo é central – imperativo. A ordem de Jesus é que façam discípulos. Ele expressa o núcleo da Comissão. Os outros três verbos (ir, batizar e ensinar) são particípios que estão envolvidos na comissão central como forma e métodos de realizar a comissão.

A igreja precisa repensar a comissão para fazer discípulos. Fazer discípulos é fundamental no Novo Testamento, e deve ser também na igreja de Jesus Cristo.

O discipulado cristão é uma expressão vital da vida cristã. Ensiná-lo é imperativo; negligenciá-lo é trágico.

Às vezes evangelizamos, realizamos conversões, mas falhamos quanto ao fazer discípulos.

 

2. O discurso não pode substituir a encarnação da vida. Jesus sabia que a tendência do cristianismo seria tornar-se um cristianismo de púlpito e de discurso por isso ordenou: “fazei discípulos”. Antes de ser uma religião de discursos, cristianismo é vida gerando vida. O evangelho de Jesus deve ser transmitido olho no olho, de coração a coração. Portanto, fazer discípulo envolve relacionamento. Não se faz discípulo de púlpito, mas repartindo vida.

 

3. O Evangelho não pode ser reduzido a um microcosmo paroquial. Jesus disse que deveria fazer discípulos de todas as nações, começando por Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra (At 1.8).

Jesus nos desafia a alcançarmos as nações, mas alguns se contentam com seu próprio quintal, outros não se preocupam com ninguém, somente com ele mesmo. Deus nos chama para um projeto global. Começa em nossa casa e se expande por todo o mundo.

John Wesley disse: “o mundo é minha paróquia”.

 

III. O Preceito do Rei: ir… batizar… ensinar…

 

1. O Ide. Este verbo está no particípio e poderia também ser traduzido por Indo. Indo para algum lugar fazei discípulos. Estamos sempre indo para algum lugar: para escola, para o trabalho, a passeio, etc. Pra onde você estiver indo faça discípulo. Só existe um jeito de fazer missões é indo. Todos nós devemos ir. Talvez você não pode ir para o Japão, para a China, para África, mas pode ir até o outro lado da rua, ou  a um bairro mais próximo e falar do evangelho para alguém. Portanto, não substitua o ide por nada.

 

2. Batizando. Jesus deixou claro que o sinal de uma igreja viva é que ela batiza em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. O batismo é um sinal de integração no corpo de Cristo. É necessário que aqueles que forem discipulados sejam também unidos ao Corpo de Cristo.

 

3. Ensinando-os guardar (obedecer) todas as coisas que vos tenho ordenado (v.20a). O discípulo não é alguém que já aprendeu, mas que está aprendendo sempre. A escola cristã é continua. A Grande Comissão envolve um ensino consistente e duradouro da doutrina de Cristo. Aquilo que Jesus nos ensinou deve ser constantemente lembrado e ensinado e também colocado em prática. O problema é que às vezes, ensinam-se as pessoas a guardarem o que Jesus não pregou. Há pessoas que se apegam a atas de igreja, a templos, a tradições, costumes, mas não se apegam os ensinamentos de Jesus Cristo.

Em nossos dias tem se ensinado muitas coisas, menos aquilo que Jesus ensinou. Muitos pregadores de hoje nem mais lêem a Bíblia, ler apenas alguns versículos isolados principalmente do AT e aplicam sempre levando para o lado da prosperidade. Poucos se preocupam em ensinar o que Cristo nos deixou.

 

IV. A Presença do Rei Jesus: “Estarei convosco até consumação dos séculos (v.20b).

O poder que viria daria à igreja a convicção de que todas as suas batalhas, desafios, inquietações, medos, fragilidades, Jesus estaria presente, pelo Seu Espírito – para que os crentes pudessem afirmar como afirmaram: “Em todas essas coisas somos mais que vencedores” (Rm 8.37). Jesus estará ao nosso lado quando se encerrar a história e com ele reinaremos pelos séculos dos séculos vindouros.

 

Conclusão

Para realizar esse propósito, devemos fazer o seguinte:

 

1. Devemos nos engajar em uma divulgação intensiva e extensiva do Evangelho entre todas as nações, difundindo-o de forma plena e persuasiva como está registrado nas Escrituras.

2. Devemos fazer as pessoas experimentar a graça de Deus possibilitada através da morte e ressurreição de Cristo.

3. Devemos ensiná-las o valor e a grandeza das bênçãos do Reino de Deus e conduzi-las a uma caminhada e ministério obedientes e dependentes do Espírito Santo.

 

A Grande Comissão é um projeto de Deus do qual eu faço parte. Você tem feito parte desta comissão? Tem obedecido ao Senhor?  Tem sido um instrumento de Deus para levar as boas novas? Deus nos convida hoje para fazermos parte desta Grande Comissão e fazermos discípulos de todas as nações.

 

Bibliografia

GONDIM, Ricardo. Artesãos de uma nova história. Ed Candeia

PETERS, George. Teologia bíblica de missões. Ed CPAD

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O PERIGO QUE A RIQUEZA TRÁS

O PERIGO QUE A RIQUEZA TRÁS – Lucas 12.13-21

Introdução

Vivemos sob a influência de duas correntes teológicas extremas: A da pobreza que defende que nessa vida o cristão não deve possuir bens materiais, mas se contentar apenas com o tesouro do céu. E a da prosperidade, que reduz a mensagem do evangelho a um meio de ganhar dinheiro. Esses duas correntes são antibíblicas.

Do ponto de vista bíblico, a riqueza é considerada uma benção de Deus: Abraão era muito rico (Gn 12.1ss.). O homem que teme a Deus é feliz e na sua casa não faltará prosperidade (Sl 112.1,3). A Bíblia não é contra a pessoa possuir riqueza.

Por outro lado, as riquezas arrastam consigo grande perigo:

  • Há o perigo do homem se esquecer de Deus (1Tm 6.9,10);
  • Há o perigo de confiar nas riquezas e não em Deus;
  • O dinheiro pode mudar o caráter e o comportamento de uma pessoa;
  • O dinheiro compra não somente as coisas, mas também a dignidade, a alma das pessoas. As pessoas já não fazem certas coisas por serem corretas, visando o bem comum, mas por interesse de receber alguma coisa em troca ou por medo de perder. Por exemplo: dirigir com o cinto de segurança, respeitar o limite de velocidade, respeita as pessoas (não sendo racistas), etc., quando respeitam, respeitam porque tem medo de pagar multa ou indenização;
  • O dinheiro se não for bem utilizado pode trazer divisões. Abraão e Ló se separaram depois que ficaram ricos; seus rebanhos eram grandes, já não podiam permanecer juntos. A nossa sociedade está dividida em várias classes: alta, média, baixa, etc. O que gera a luta de classes, pois as que estão acima não querem as de baixo subam. Daí que os ricos continuam mais ricos e os pobres ainda mais pobres. Nessa sociedade as pessoas se preocupam mais com o ter do que com o ser. Elas são avaliadas pelo o que tem.
  • A riqueza seduz o coração do homem criando nele um desejo insaciável. A ganância é o motivo de muitas guerras (Tg 4.1,2). Países mais ricos invadem os mais pobres com o objetivo de dominar e explorar.

ESTUDANDO A PARÁBOLA

1. O desejo de uma pessoa avarenta (v.13).

Temos aqui um problema familiar envolvendo herança. Um homem aparece a Jesus e diz: “Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança.” Em resposta, Jesus adverte os seus discípulos do perigo da avareza.

Esse homem avarento quer que Jesus resolva o seu problema. Ele já decidiu o que quer e tenta usar a Jesus para atingir seus objetivos. Ele não estava preocupado com o que Jesus estava ensinando, queria somente ver o seu problema, ou melhor, os seus desejos gananciosos resolvidos. Ele não estava preocupado com a vida espiritual, com a comunhão com Deus. Assim também acontece hoje com muitas pessoas, principalmente os adeptos da teologia da prosperidade. Não estão preocupadas com a vida espiritual, com santificação e comunhão com Deus, mas, sim, com o que pode ganhar; se Deus pode ou não resolver os seus problemas.

2. A resposta de Jesus – “Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?” (v.14).  Nem tudo o que é desejado está de acordo com a vontade divina e por isso podemos receber um não de Deus.

Jesus recusou-se a envolver com essa causa. Enganam-se quem pensa que Deus vai resolver todos os nossos problemas; atender todos os nossos desejos gananciosos. Ele resolve sim, os que forem da sua vontade (Tg 4.3). Aquele homem achava que Jesus tinha a obrigação de resolver o seu problema; de obrigar o seu irmão dividir com ele a herança.

3. Um provérbio de advertência sobre o perigo da avareza (v.15). “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”.

Avareza é uma espécie de desejo insaciável. Avarento é aquele que é obcecado por adquirir e acumular dinheiro. Esse era o problema do rapaz.

Vida, zoe em grego, que significa vida plena, também espiritual contrasta com bio, vida natural, animal. Zoe, vida – da qual Jesus se refere aqui é uma qualidade especial de vida, não é a mera vida física. Essa vida, segundo Jesus não consiste na quantidade de bens que uma pessoa possui.

Do ponto de vista bíblico, a vida de uma pessoa não pode está alicerçada nas riquezas. É verdade que certa quantidade de bens materiais é necessário para a vida. Mas não é verdade que a maior abundância de bens significa maior abundância de vida.  

Jesus nos adverte aqui de duas maneiras:

  • O desejo insaciável por dinheiro é avareza – consequentemente se torna idolatria (Cl 3.5; Ec 5.10,13).
  • Os sonhos da vida abundante nunca serão alcançados mediante tal acúmulo de bens.  A realização de uma pessoa não está nas riquezas, mas em Deus. A igreja erra quando confunde vida abundante com acúmulos de bens, se fosse assim: Madona, Bill Gates e muitos outros milionários e bilionários do mundo todo seriam os mais abençoados e felizes.

4. Uma vida devota ao acúmulo de riqueza acaba em insensatez (vv. 16-18).

Para ilustrar o perigo da avareza, Jesus introduz uma parábola.  “E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância”.

4.1. Bens outorgados v.16. Já era um homem rico e ficou mais rico ainda depois que seus investimentos deram certo. Jesus não o censura, nem lhe acusa de corrupção; era rico porque soube acumular e administrar bem. De modo geral a prosperidade desse homem veio de Deus (Mt 5.45).

4.2. O problema. Como guardar a colheita v.17: “Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.”. Sendo muito rico e desejoso de acumular mais ainda não queria perder nada. Não reconheceu que a colheita era uma dádiva de Deus. Sempre usando o pronome possessivo: “minha colheita”.

4.3. Seu plano presente v.18: “E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens”. Continua usando o pronome possessivo: meus celeiros, meu produto, meus bens. Ele traçou seus planos, mas não parou para refletir sobre o que estava fazendo.

4.4. Seu plano futuro v.19: “E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga”. Ficou mais rico, mas é um homem solitário, não tem ninguém para conversar, fala consigo mesmo. Onde está sua família e seus amigos? Ao enriquecer esse homem foi também se isolando das demais pessoas. O que adianta ganhar muito dinheiro mais perder a família, amigos e por fim também a alma? (Mc 8.36).

4.5. Plano frustrado v. 20: “Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será”? A voz de Deus lhe fala como um trovão. Revela sua realidade. A riqueza não é tudo na vida de um homem. Até a sua alma lhe fora dada por empréstimo, e agora é requerida pelo proprietário (Deus).

Conclusão

“Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus”. Com esse provérbio Jesus declara a futilidade da vida que se baseia no acúmulo de bens materiais. De acordo com Jesus rico para com Deus é:

  • O homem que usa e goza das suas riquezas da maneira que Deus quer. Vendo a riqueza não como um fim em si mesmo, mas como um meio para glorificar a Deus. Reconhecendo que tudo pertence ao Senhor e que ele nos dar não somente para nós, mas também para ajudar o próximo. Alei dizia que quando fosse feita a colheita deveria deixar as beiradas para os pobres colherem.
  • O homem que não coloca seu coração nas riquezas, mas em Deus.
  • Reconhecer que o dinheiro é necessário para a sobrevivência e existência física, mas insuficiente para atribuir sentido e significado à vida.
  • Somente quando compreendermos a dimensão do Reino de Deus é que estaremos livres da ganância, do desejo de possuir e acumular. Uma coisa é certa: a forma como encaramos os bens e as riquezas pode nos afastar ou nos aproximar de Deus. O problema não é o dinheiro. O problema surge quando o dinheiro se torna senhor e o homem servo. Dessa forma o homem passa a se preocupar mais com o TER e não com o SER.
  • O dinheiro é como adubo só serve como espalhado (Francis Bacon). De acordo com o filósofo inglês, se o dinheiro não for usado com o objetivo de promover o bem comum, não passa de um monte de esterco; é um deus que cheira mal.

 

Vivendo num mundo capitalista fundamentado no consumo é imprescindível que a Igreja reflita, pondere sobre o perigo que a riqueza pode trazer á vida espiritual dos cristãos. É imprescindível também que a Igreja pondere sobre a teologia que se prega hoje.

 

Pr Adriano

Referências bibliográficas:

BAILEY, Kenneth. As parábolas de Lucas. Ed. Vida Nova

CHAPLIN, Norma. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. Ed Candeia

DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia. Ed. Vida Nova

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LIBERTAÇÃO

LIBERTAÇÃO – Libertos pelo Filho de Deus – Jo 8.31-36

 

O objetivo desta ministração o é mostrar que em Cristo somos libertos do pecado e das forças malignas. E esta libertação é alcançada por meio da fé e obediência ao Senhor Jesus.

 

Introdução

Deus criou o homem livre. Mas ao pecar, o homem tornou-se escravo. O pecado aprisionou o homem de tal maneira que é impossível alguém dizer que é totalmente livre sem a presença de Deus em sua vida.  O filósofo romano, Sêneca, contemporâneo de Paulo, disse com muita propriedade: “mostra-me alguém que não seja um escravo. Um é escravo da concupiscência, outra da avareza, da ambição, em fim, são todos escravos”. Mesmo não sendo um cristão, Sêneca reconhece que existe algo de errado com o ser humano, ele não é capaz de exercer a sua liberdade, porque ela não a tem, pelo contrário, ele é escravo dos seus próprios desejos. Não somente isso, mais o homem também tornou-se escravo do mundo e do diabo.

Vivendo longe de Deus, tanto homem quanto mulher vivem uma vida de pecado. É uma vida de “libertinagem, sensualidade, bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante” (1Pe 4.3). Práticas essas que contaminam tanto o corpo quanto o espírito (2Co 7.1). Esta vida pecaminosa não somente afasta cada vez mais o indivíduo de Deus, como também abrem espaço para espíritos malignos entrarem em sua vida, pois quanto mais distante de Deus mais próximo está de Satanás.  E o resultado é uma vida vazia, triste e derrotada, pois o diabo veio para matar, roubar destruir (Jo 10.10). Esta é a razão de muitas pessoas viverem presas a vícios e situações que trazem destruição tanto emocionam, quanto física e também familiar.

Quando uma pessoa entrega a sua vida a Cristo, às vezes, entrega também uma vida carregada de vícios, hábitos e até mesmo de espíritos malignos. Cristo, por meio do Espírito Santo que vem habitar no crente quanto este se converte a Cristo (Rm 8.9) nos limpa, nos purifica de todo mal, expulsa todo espírito mal, e faz de nossa vida, ou melhor, nosso corpo um verdadeiro santuário, uma morada para Deus. Portanto, a verdadeira libertação só é alcançada por meio de Jesus Cristo.

 

Mas para que sejamos libertos é necessário tomarmos algumas atitudes:

 

I. É NECESSÁRIO PERMANECERMOS NO ENSINO DE CRISTO – V. 31

 

1. Permanecer nas palavras de Jesus significa aderir o seu ensino e orientar a sua vida ele. É continuar firme na palavra de Cristo. Permanecer nas palavras de Cristo é também permanecer em Cristo, e isso implica em obedecê-Lo. Está livre é está em Cristo. Portanto, é necessário está disposto a colocar em prática a Suas palavras (Jo 15.7).

 

2. Ser cristão não é somente levantar a mão, mas, sim, viver em Cristo. “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2.20).

 

II. PERMANECENDO NAS PALAVRAS DE CRISTO CONHECEMOS A VERDADE – 32

 

1. Conhecereis a verdade.  o verbo conhecer, aqui neste texto, não diz respeito apenas ao conhecimento intelectual, mas um conhecimento pessoal, isto é, um conhecimento que advém da experiência. Conhecimento na Bíblia tem o sentido de relacionamento íntimo. Conhecer a verdade significa se relacionar com a verdade.

1.1. Cristo é a verdade – Ele trouxe a graça e a verdade (Jo 1.14); Ele é a incorporação da verdade: “…Eu sou o caminho, a verdade e a vida…” (Jo 14.6).

 

1.2. Conhecer a verdade significa compreender o propósito salvador de Deus em Cristo Jesus. Conhecer a verdade é conhecer a Deus. Ele é a verdade, fonte e alvo de toda a verdade.

 

2. Averdade vos libertará. O conhecimento lava-nos a Deus e liberta-nos de todas as limitações do pecado e das forças malignas.

 

III. É NECESSÁRIO RECONHECER NOSSO ESTADO DE ESCRAVIDÃO E DEIXAR DE LADO O ORGULHO – v. 33

 

Se desejamos a libertação é necessário reconhecer a nossa limitação, reconhecer que somos escravos e necessitamos da graça de Deus para sermos libertos.

 

1. Muitas pessoas estão presas ao orgulho religioso. O orgulho dos judeus foi tão grande que eles esqueceram que por diversas vezes foram escravos. Foram escravos dos babilônicos, egípcios e naquela época viviam sob o jugo de Roma.

 

2. O orgulho impede o indivíduo de chegar ao arrependimento. E acha que está tudo bem, não precisa de Cristo. Não reconhece as suas necessidades, pecados, vícios, etc.

 

IV. PRECISAMOS RECONHECER QUE O CATIVEIRO ESTÁ DENTRO DE NÓS – V. 34

 

1. O homem é uma criatura decaída, a Bíblia assim afirma, e a experiência também. Ou ele serve a Deus ou ao diabo. Ou é escravo de Deus ou do pecado, não há outro caminho, ele deve escolher de quem quer ser servo (Rm 6.6; 1Jo 3.7-10).

 

2. Quem comete pecado é escravo do pecado. O homem natural, isto é, longe de Cristo, não tem controle sobre a sua natureza pecaminosa. Já nascemos com uma inclinação para o pecado, e esta inclinação nos domina e nos reduz a um estado de escravo. Pois todos que cometem pecado é porque está servindo a ele. O pecado toma posse do pecador usando-o para o seu propósito (Rm 6.16,17).

 

2.1. O pecado é como uma doença que passa de geração em geração. E esta doenca não pode ser curada por nenhum ato humano. Cristo é o médico e também o remédio para curar esta enfermidade (Is 53.5).

 

2.2. O pecado é como uma força que nos aprisiona, ou seja, nos mantém cativos e de cujo domínio somos totalmente incapazes de nos libertar. Mas Cristo, nosso Libertador, por meio de seu sangue derramado na cruz do Calvário quebrou toda a força do pecado sobre a nossa vida.

 

2.3. O pecado traz também culpa. Coloca sobre a nossa consciência um peso tão grande, peso este que somos incapazes de carregar, mas Cristo nos justificou, nos livrando de toda a culpa (Jo 1.29; Rm 5.1).

V. PRECISAMOS RECONHECER QUE A VERDADEIRA LIBERTAÇÃO É UMA OBRA REALIZADA POR JESUS CRISTO – v. 36  

 

1. A libertação não é alcançada por meio de esforços humanos. Não é por meio de uma sessão de descarrego; não por uma rosa ungida, sal grosso, oração forte feita por sacerdote. A verdadeira libertação acontece quando conhecemos a verdade. É o resultado de nossa união com Cristo. Somente o Filho de Deus, que jamais esteve escravizado pelo pecado, pode verdadeiramente libertar o pecador.

 

2. Ele nos libertou da Lei: “Foi para liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gl 5.1).

 

3. Ele nos libertou do pecado: “e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6.18).

Observe que pecado aqui está no singular. Fomos libertos do pecado e não dos pecados. Fomos libertos do domínio dele. Precisamos diferenciar Pecado de pecados.

 

Pecado (grego harmatia), literalmente significa “errar o alvo”. “É qualquer falta de conformidade com a lei moral de Deus dada ao se racional”. Pecado é uma inclinação interior. É uma força que nos leva a cometer pecados. Pecados, portanto, são atitudes pecaminosas. E estas atitudes se manifestam de várias formas: prostituição, homossexualismo, lesbianismo, pedofilia, roubo, mentiras, traição, adultério, violência e outros.

 

4. Ele nos libertou do império das trevas: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Jesus veio para libertar os cativos e dar liberdade aos oprimidos (Lc 4. 18); para desfazer as obras do diabo (1Jo 3.8),

 

Não razão para você viver sofrendo, sendo escravizada pelo pecado e por Satanás, Cristo está aqui e que te libertar. Abra seu coração, arrependa de seus pecados, reconheça Jesus como seu único e suficiente Salvador e submeta-se ao senhorio Dele. Creia que Ele tem todo o poder para te libertar, desfazer todas as obras do diabo que foi lançada sobre a sua vida. Lembre-se, somente em Cristo é que somos libertos.

 

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

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A MENSAGEM CENTRAL DO EVANGELHO

A MENSAGEM CENTRAL DO EVANGELHO – MARCOS – 1.14,15

Introdução
Qual seria a mensagem de Jesus para os dias de hoje? Será que ele pregaria as mesmas coisas que pregou há quase dois mil anos atrás? Após o seu batismo e tentação no deserto, ele iniciou a suas pregações na Galileia. Não veio pregando prosperidade, sucesso, mas a urgência do Reino de Deus. A essência de sua mensagem era o Reino de Deus.
1. Galileia, lugar em que Jesus iniciou seu ministério (Lc 4.14,15), foi também o lugar onde ele cresceu. Era considerada uma região inferior, desprezada; ninguém esperava algum bem de lar (Jo 7.4). Era uma região de muitos pobres, desprezados pelos judeus. Porém, havia uma promessa para aquela região (Mt 4.12-17). Fazia parte dos planos de Deus que a luz brilhasse nas trevas (Rm 5.20).
2. A mensagem de Jesus – pregava o evangelho do Reino (1.14b). O conteúdo do Evangelho é o Reino de Deus.
2.1. Evangelho – significa boa mensagem. “É boa mensagem porque Deus em Cristo cumpriu suas promessas a Israel, e o caminho da salvação foi aberto para todos”.
2.2. Reino – é o governo dinâmico e soberano de Deus. É Ele reinando no coração daqueles que crêem. O Reino é a vontade de Deus sendo feita aqui na terra (Mt 6.10). O Reino em sua plenitude é escatológico. Mas Jesus também disse que ele está dentro de nós (Lc 17.20). O Reino é chegado a vós, pois os demônios são expulsos (Mt 12.28); os homens estão sendo libertos da escravidão satânica (Mc 1.28). O Reino vem com todo poder arrancando o homem das garras de Satanás.
 Quando se diz que o Reino de Deus está próximo não está querendo dizer que vai chegar daqui a pouco, como quem fala de proximidade de tempo. O que Jesus está dizendo é que o Reino de Deus é acessível. (Champlin).
3. A mensagem do Reino é urgente. O tempo está cumprido – já chegou – está acessível a todos (v.15a).
 O evangelho de Jesus é a afirmação de que o Reino de Deus está disponível, desde já, para todos aqueles que abandonam o reino do eu, abrem mãos de sua pretensão de ser, para si mesmo, o padrão do bem e do mal.
4. Condição para entrar no Reino de Deus: Conversão – (v.15.b)
 Conversão – voltar-se ou retornar-se, dá meia volta; voltar-se do pecado para Deus. “Conversão é a nossa resposta espontânea ao chamado do Evangelho, pela qual sinceramente nos arrependemos dos nossos pecados e colocamos nossa confiança em Cristo”.
 A conversão autêntica para Deus, sob quaisquer circunstâncias, envolverá sempre auto-humilhação no íntimo, uma verdadeira mudança de coração, busca sincera pela face do Senhor (At 26.18).
À CONVERSÃO ESTÃO RELACIONADOS DOIS ELEMENTOS:
4.1. ARREPENDIMENTO – (grego metanoia) significa mudança de mente, de atitude, de comportamento. É virá às costas para o pecado.
4.2. FÉ – é a atitude mediante a qual o homem abandona toda a confiança em seus próprios esforços e passa a confiar somente em Cristo.
 A verdadeira fé é a que tem a sua sede no coração e está enraizada na vida regenerada. É uma firme convicção efetuada no coração pelo Espírito Santo. É uma confiança sincera nas promessas de Deus em Cristo.
 Fé não é um poder dirigido a Deus; não é um poder que O atrai. Fé é um dom de Deus.

Conclusão
Nos dias atuais o Evangelho de Cristo, que tem como essência o Reino de Deus, tem sido substituído por outra mensagem, a auto-ajuda. Ao invés de pregar a vinda do Reino, fé e arrependimento, prega-se auto-ajuda. Além disso, pregadores da auto-ajuda têm também substituído:
 O engajamento na busca de justiça social pela busca do sucesso individualista;
 A preocupação em formar pessoas de caráter pela preocupação de formar pessoas de sucesso;
 O compromisso com o cumprimento do dever pela satisfação da vontade.
RESULTADO DA AUTO-AJUDA
 Pastores carismáticos, de muito sucesso, mas sem caráter;
 Crentes gananciosos, prósperos, mais sem nenhum compromisso com o Reino de Deus.
A presença do Reino trás transformações morais e espirituais. A pregação de Jesus é um convite ao arrependimento. Diferente do que se prega hoje.
A NOSSA MENSAGEM DEVE SER: “O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO ARREPENDAM-SE E CREIAM NO EVANGELHO”.

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A IMPORTÂNCIA DO ENTUSIASMO

A IMPORTÂNCIA DO ENTUSIASMO

A palavra “entusiasmo” vem do grego e significa “sopro divino”. Para os gregos a pessoa entusiasmada era aquela que era possuída por um deus. Ou seja, tinham um deus dentro de si. Só os entusiastas (para os gregos), podia vencer por possuir essa força, esse deus; algo dentro de si que o leva a ser vencedor. Portanto, para vencer todos necessitavam de entusiasmo. Porém, os gregos erravam por atribuir o motivo o motivo do entusiasmo aos deuses. O Deus Eterno é o único que produz em nós o entusiasmo.
Entusiasmo X Otimismo
Otimismo – Acredito que algo vai dar certo – positivismo – torcer para dar certo. É importante ser otimista, mas, nem sempre o otimismo é sustentado por algo palpável, durável, consistente; nem sempre é baseado em um potencial existente e real.
Entusiasmo – É acreditar na capacidade de transformar as coisas e fazer dar certo.
Como ser entusiasmado? É agir acreditando em seu potencial, no potencial das pessoas, não importando as condições desfavoráveis em que se encontra, não esperando que as situações melhorem para crer. É trazer nova visão á vida.
Como vai o seu entusiasmo? O que você espera de você mesmo sob a orientação de Deus, de sua família, filhos, da igreja, de sua empresa, de seu emprego e do Brasil? Você sabe que tudo pode mudar. O Brasil depende de você, a igreja também. O seu sucesso é o sucesso do Brasil, da igreja. Você fará a diferença se acreditar naquilo que você faz ou pode fazer.

PARE DE RECLAMAR
A Bíblia diz: Tendes bom ânimo (Jo 16.33).
As reclamações dos hebreus no deserto levaram á morte a todos os murmuradores. Viram a benção de longe, mas não receberam (cf. Êx 16).

RECLAMAR X AGRADECER
Você precisa enxergar os motivos para agradecer a Deus e as pessoas (sempre há algo bom, agradeça). Você precisa achar algo a elogiar as pessoas (as piores pessoas podem ter pelo menos uma virtude, elogie essa virtude).
Ao reclamar, estou revivendo algo ruim que surgiu. Veja o outro lado:
• As boas recordações;
• As bênçãos disponíveis;
• A amizade das pessoas;
• O compartilhar dos irmãos;
Viva e desenvolva o seu lado de gratidão. A ingratidão destrói o amor. Aprenda a agradecer. Agradeça a Deus, a seus pais etc.
LIDERAR
Liderar é direcionar as pessoas para que elas alcancem o máximo de sua capacitação e dons para realizar a obra do Senhor.
Ao alcançar o máximo de seu potencial e ao realizar a obra do Senhor, as pessoas sentirão realizadas em ser útil no Reino de Deus.
Mas como alcançar a realização e o máximo dos seus dons? Através do direcionamento que recebe de cada líder.
Líder que reconhece os trabalhos realizados pelos liderados conseguirá motivá-los. Os que não reconhecem, levará ao desânimo.
Líder frouxo levará aos liderados a serem relaxados e não alcançarão e não alcançarão seus objetivos.
Líder deixa claro aos seus liderados:
a. O que espera deles;
b. Quando vir algo inaceitável, não fingir que não viu;
c. Ser justo e não bonzinho;
d. O liderado precisa saber quem lidera, de onde sai as ordens;

MOTIVADO PARA VENCER
Vivemos em época de grandes mudanças em todo o mundo. Mudanças tecnológicas, hábitos, culturais, etc.
Às vezes temos dificuldades em nos adaptar às novas mudanças. O mundo enlouqueceu. Temos dificuldades em acompanhar a velocidade que voa este mundo. Não podemos nem sequer prever o futuro próximo do mundo nem das igrejas. Isso atemoriza as igrejas e tem trazido desânimo às pessoas.
Precisamos ter “vontade”. Inteligência, fé sem vontade não faz o maior sentido prático. Precisamos vencer o querer, o desejar e o realizar para vencer desafios de hoje.
Pela vontade vencemos a acomodação, a preguiça. Pela vontade voltamos a estudar, buscamos visão e a missão para realização.
Precisamos vencer os desafios dessa época a alcançar a realização que está no coração de Deus. Não vamos dar esse gosto aos demônios. Venceremos os desafios e alcançaremos a vitoria no nome do Senhor Jesus, Aquele que nos dá motivos e entusiasmo para vencer.

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CERIMÔNIA DE CASAMENTO

Cerimônia de casamento

Os noivos estarão juntos de pé, diante do pastor.

Dirigindo aos convidados, o pastor dará a saudação:

“Estamos reunidos na presença de Deus e destas testemunhas para a realização do casamento do ___________ e da____________”.

Oração – Convidar a todos participantes para orar

 

Música (louvor)

 

MENSAGEM

As três bases do casamento – 1Co 13.1-8,13

 

A nossa sociedade é constituída várias instituições, entre elas,  a instituição do casamento e da família é a mais importante de todas. Dela depende a estabilidade social e a segurança do Estado, e das pessoas.

Na esfera individual, nada abaixo de Deus exerce tão poderosa influência como o casamento. O êxito ou o fracasso na vida, tanto do homem como da mulher, muito depende do êxito ou do fracasso no casamento.

 

Após ler o texto de 1 Coríntios, considerando o verso 13 como base para a nossa meditação encontramos aqui as três bases para que o casamento seja bem sucedido e desenvolver uma família estruturada.

 

I. FÉ

É confiança inabalável no caráter de Deus. Crê que Ele existe e que está no controle de todas as coisas.

Convicção da verdade, especialmente da convicção e de crença com respeito ao relacionamento com Deus.

 

II. ESPERANÇA

A expectativa daquilo que é bom. Ter esperança nos momentos de crise.

Deus é o autor da nossa esperança e Cristo é o fundamento da esperança

 

III. AMOR

Amor não é um sentimento, mas uma decisão.

As características do amor vv. 4-7

1. É paciente e bondoso;

2. Não é invejoso;

3. Não se vangloria e nem se orgulha;

4. Não maltrata ninguém, não é egoísta;

5. Não se ira facilmente e nem guarda rancor;

6. Não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a justiça;

7. Supera todas as coisas v.7

 

Conclusão:

Mesmo quando todas as virtudes que devem ser exercitadas no casamento falharem, as três coisas permanecem: a fé, a esperança e o amor.

 

VOTOS

 

– O NOIVO:

“_______ você promete diante de Deus e destas testemunhas, receber a ______ como sua legítima esposa para viver com ela, conforme o que foi ordenado por Deus, instituído no casamento? Promete amá-la, honrá-la e protegê-la na enfermidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ela enquanto os dois viverem? ”

Resposta do noivo: sim, prometo.

 

A NOIVA:

“______ você promete diante de Deus e destas testemunhas, receber o _______ como seu legítimo esposo, para viver com ele, conforme o que foi ordenado por Deus, na instituição do casamento? Promete amá-lo, ajudá-lo e cuidar dele na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ele enquanto os dois viverem?”

Resposta da noiva: sim, eu prometo.

 

ENTREGA DAS ALIANÇAS

 

O noivo segurando a aliança dirá à noiva:

“Usando esta aliança como símbolo de nossa união, eu me caso contigo, unindo a ti o meu coração e a minha vida, e tornando-te participante de todos os meus bens”.

Que esta aliança seja um símbolo puro e imutável do meu amor por você.

 

A noiva segurando a aliança dirá ao noivo:

“Usando esta aliança como símbolo de nossa união, eu me caso contigo, unindo a ti o meu coração e a minha vida, e tornando-te participante de todos os meus bens”.

Que esta aliança seja um símbolo puro e imutável do meu amor por você.

 

ORAÇÃO: os noivos ajoelhados de mãos dadas. O pastor colocará a mão direita sobre as mãos dos noivos e orará.

 

PRONUNCIAMENTO

Visto que o ______ e a _____ consentiram ambos em ingressar no estado de matrimônio diante de Deus e destas testemunhas, havendo ambos dado e empenhado sua fé e palavra um ao outro, o que manifestaram pela união das mãos, EU OS DECLARO MARIDO E MULHER, CASADOS EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO.

“Aquele aos quais Deus uniu, nenhum homem os separe”.

 

Com base no Manual do Ministro

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A BELEZA DA PREGACÃO DO EVANGELHO

ROMANOS 10.13-15 – A BELEZA DA PREGACÃO DO EVAGELHO
I. CONDICÕES PARA ALGUÉM SER SALVO:
1. Para alguém ser salvo é necessário invocar o nome do Senhor, (v.13).

2. Para invocar é necessário crê, (v.14a).

3. Para crer é necessário ouvir falar dele, (v.14b). Como alguém pode crer naquele que não conhece e nunca ouviu falar?

4. Para ouvir de Cristo é necessário que alguém pregue a Cristo, (v.14c);
Só há salvação em Cristo At 4.12: “Não há salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devemos ser salvos”. Não basta ser religioso, é necessário crer no nome de Jesus. (Ex.: Cornélio At 10).

5. Mas para isso é necessário que alguém seja enviado, (v.15a).
Enviados – grego apostalosin, apostolosenviar. Alguém enviado com uma missão. No Novo Testamento a palavra apóstolo é usada com três sentidos diferentes:

5.1. NO sentido geral – em que todos nós somos enviados por Cristo ao mundo para pregar o Evangelho.
Jo 17.18: “Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo”.
Jo 20.21: “Novamente Jesus disse: Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”.

5.2. Num sentido restrito aplica-se aos doze discípulos e a Paulo que foram chamados diretamente por Cristo (Lc 6.12,13; Gl 1.1).

5.3. É usado também no sentido secundário que é o missionário – aquele que planta igreja aonde não tem. Ele não está preso a uma igreja, ele vai para o campo.

Para que os homens invoquem a Deus, rogando-lhe a salvação, é mister que haja pregadores, pois homens chegam a ter fé quando ouve a mensagem do evangelho e a aceitam.

O próprio Cristo foi o maior dos pregadores. Foi o enviado de Deus. Missão nasceu no coração de Deus. O Pai o enviou ao mundo para pregar as boas novas. E sua missão precisa continuar, portanto, ele também nos envia ao mundo para anunciarmos as boas novas.

A palavra “missão” tem sua raiz na palavra latina para “remeter” ou “enviar”. Ser cristão inclui ser enviado ao mundo como representante de Jesus Cristo. Jesus não nos chamou apenas para vir a ele, mas também para ir por ele. Exemplos de pessoas que foram chamadas e enviadas por Deus, Isaias (Is 6); Ezequiel (Ez 3)

II. A BELEZA DE ANUNCIAR O EVANGELHO, v.15b

No contexto original de Is 52.7, esta palavra se refere à restauração de Israel quando estava cativo na Babilônia.
Pés – são declarados como belos, à moda poética, por quanto os pés são os meios físicos de transporte dos mensageiros do evangelho. Os pés, portanto, são símbolos da pessoa inteira que anuncia as boas novas. Isso eqüivale a dizer: quão belos, quão agradáveis, quão dignos, quão merecedores de honra e respeito são os mensageiros que levam as boas novas de salvação a todos os povos.

III. É FORMOZO OS PÉS DE QUEM ANUNCIA AS BOAS NOVAS:

1. Porque anuncia uma mensagem de esperança. Vivemos num mundo sem esperança, que esperança há para os jovens que estão se acabando nas drogas; para um país dominado por corruptos. A falta de esperança tem levado muitas pessoas a desistirem de viver, a desistirem da igreja, etc. A mensagem do Evangelho é uma mensagem que traz esperança para aqueles que não têm.
Rm 15.13: “Que o Deus da esperança os encha de toda a alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança pelo poder do Espírito Santo”.

2. Porque anuncia uma mensagem poderosa. Tem o poder de salvar todo aquele crê. Tem o poder de transformar o mundo.
Rm 1.16: “Não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê…”
Podemos mudar o mundo não com o poder militar, não é com guerras, mas com o poder da mensagem do evangelho.

3. Porque anuncia uma mensagem que traz cura e libertação.
Lc 4.18,19: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação das vistas aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor”. Jesus citando Isaias 61; declara que ele veio para curar e libertar, para transformar vidas. As pessoas sem Cristo estão presas ao pecado, ao mundo e ao diabo. Jesus veio trazer liberdade.

4. Porque é uma mensagem de reconciliação.
2Co 5.18-20: “Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio…”
Todos pecaram e estão separados de Deus, a mensagem do Evangelho tem como objetivo reconciliar o homem com Deus.

5. Porque é uma mensagem que determina o futuro da humanidade.
Mt 24.14: “E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”.
Mc 16.15,16: “E disse Jesus: vão pelo mundo todo e pregue o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”.
Conclusão

Anunciar a mensagem de Cristo é um projeto lindo e emocionante. É um privilégio e não um fardo. Todos nós somos convocados a anunciar esta linda mensagem.
Quão belos são os pés! Do ponto de vista dos céus, nada existe tão amável sobre a terra como a pregação do nome de Jesus Cristo. Geralmente essa tarefa leva o obreiro às circunstâncias mais estranhas e difíceis; às vezes cansados pensam em parar, porém, o Senhor diz, o tempo todo, quão belo são os pés dos que anuncia coisas boas.
Anunciar boas novas é um privilégio formidável. Embora seja uma grande responsabilidade, é também uma incrível honra ser usado por Deus.

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Tel: +55 (11) 2097-2787
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