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RECONSIDERANDO A GRANDE COMISSÃO
18/08/2016

Reconsiderando a Grande Comissão – Mateus 28.16-20

 

 Introdução

Já ouvi muitos irmãos citarem este texto. Talvez seja um dos mais lidos na igreja. Outros ainda dizem: eu quero cumprir o “Ide” de Jesus. Mas quantos de fato têm vivido essa verdade, tem praticado, tem ido de verdade? Em teoria a Grande Comissão é muito linda, mas na pratica não é. A grande crise da igreja dos dias de hoje é de coerência com relação às verdades e posturas que ela conhece, mas se ver incapaz de colocá-las em prática no dia-a-dia. É comum falarmos, por exemplo, que a Bíblia é a nossa regra de fé e prática. Mas este é apenas o nosso discurso, não a nossa prática. Este texto se constitui num dos mais comentados, mais pregados e mais conhecidos do evangelho. Foi o último sermão de Jesus aqui na terra, no qual ele comissionou os seus onze discípulos a perpetuarem a sua mensagem, a darem continuidade ao seu testemunho, a levarem à frente aquilo que ele começou. Contudo, infelizmente existe um grande abismo entre o que lemos nele e o que praticamos. Por isso convido a todos nesta noite (dia) a uma reflexão sobre este texto, reconsiderando a Grande Comissão.

 

“A GRANDE COMISSÃO É UM PROJETO DIVINO DO QUAL EU FAÇO PARTE”.

Este texto nos mostra algumas verdades sobre a Grande Comissão:

 

I. A Grande Comissão está alicerçada no Poder (Soberania) do Rei Jesus (v.18).

Ele é o Senhor Soberano de todo o universo (céu e terra). At 2.36: “Portanto, que todo o Israel fique certo: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo”.

 

1. Jesus chama os discípulos para realizarem uma obra com poder e autoridade vindos do alto. Eles deveriam ir mais não baseados nas possibilidades circunstanciais (cf. Lc 24.49; At 1.8)

 

2. A obra de Deus não pode ser feita com dinheiro (ainda que precisamos dele), títulos e organizações. A obra de Deus se faz com homens e mulheres que obedecem à chamada divina, confiando na autoridade de Jesus. (Veja o exemplo de Pedro e João – At 3.1-8).

 

3. Jesus recebeu todo poder no céu e na terra – agora ele capacita aos seus servos para realizarem a sua obra.

 

II. O propósito do Rei: “Fazei Discípulos de todas as nações”.

 

1. Fazei discípulo é central – imperativo. A ordem de Jesus é que façam discípulos. Ele expressa o núcleo da Comissão. Os outros três verbos (ir, batizar e ensinar) são particípios que estão envolvidos na comissão central como forma e métodos de realizar a comissão.

A igreja precisa repensar a comissão para fazer discípulos. Fazer discípulos é fundamental no Novo Testamento, e deve ser também na igreja de Jesus Cristo.

O discipulado cristão é uma expressão vital da vida cristã. Ensiná-lo é imperativo; negligenciá-lo é trágico.

Às vezes evangelizamos, realizamos conversões, mas falhamos quanto ao fazer discípulos.

 

2. O discurso não pode substituir a encarnação da vida. Jesus sabia que a tendência do cristianismo seria tornar-se um cristianismo de púlpito e de discurso por isso ordenou: “fazei discípulos”. Antes de ser uma religião de discursos, cristianismo é vida gerando vida. O evangelho de Jesus deve ser transmitido olho no olho, de coração a coração. Portanto, fazer discípulo envolve relacionamento. Não se faz discípulo de púlpito, mas repartindo vida.

 

3. O Evangelho não pode ser reduzido a um microcosmo paroquial. Jesus disse que deveria fazer discípulos de todas as nações, começando por Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra (At 1.8).

Jesus nos desafia a alcançarmos as nações, mas alguns se contentam com seu próprio quintal, outros não se preocupam com ninguém, somente com ele mesmo. Deus nos chama para um projeto global. Começa em nossa casa e se expande por todo o mundo.

John Wesley disse: “o mundo é minha paróquia”.

 

III. O Preceito do Rei: ir… batizar… ensinar…

 

1. O Ide. Este verbo está no particípio e poderia também ser traduzido por Indo. Indo para algum lugar fazei discípulos. Estamos sempre indo para algum lugar: para escola, para o trabalho, a passeio, etc. Pra onde você estiver indo faça discípulo. Só existe um jeito de fazer missões é indo. Todos nós devemos ir. Talvez você não pode ir para o Japão, para a China, para África, mas pode ir até o outro lado da rua, ou  a um bairro mais próximo e falar do evangelho para alguém. Portanto, não substitua o ide por nada.

 

2. Batizando. Jesus deixou claro que o sinal de uma igreja viva é que ela batiza em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo. O batismo é um sinal de integração no corpo de Cristo. É necessário que aqueles que forem discipulados sejam também unidos ao Corpo de Cristo.

 

3. Ensinando-os guardar (obedecer) todas as coisas que vos tenho ordenado (v.20a). O discípulo não é alguém que já aprendeu, mas que está aprendendo sempre. A escola cristã é continua. A Grande Comissão envolve um ensino consistente e duradouro da doutrina de Cristo. Aquilo que Jesus nos ensinou deve ser constantemente lembrado e ensinado e também colocado em prática. O problema é que às vezes, ensinam-se as pessoas a guardarem o que Jesus não pregou. Há pessoas que se apegam a atas de igreja, a templos, a tradições, costumes, mas não se apegam os ensinamentos de Jesus Cristo.

Em nossos dias tem se ensinado muitas coisas, menos aquilo que Jesus ensinou. Muitos pregadores de hoje nem mais lêem a Bíblia, ler apenas alguns versículos isolados principalmente do AT e aplicam sempre levando para o lado da prosperidade. Poucos se preocupam em ensinar o que Cristo nos deixou.

 

IV. A Presença do Rei Jesus: “Estarei convosco até consumação dos séculos (v.20b).

O poder que viria daria à igreja a convicção de que todas as suas batalhas, desafios, inquietações, medos, fragilidades, Jesus estaria presente, pelo Seu Espírito – para que os crentes pudessem afirmar como afirmaram: “Em todas essas coisas somos mais que vencedores” (Rm 8.37). Jesus estará ao nosso lado quando se encerrar a história e com ele reinaremos pelos séculos dos séculos vindouros.

 

Conclusão

Para realizar esse propósito, devemos fazer o seguinte:

 

1. Devemos nos engajar em uma divulgação intensiva e extensiva do Evangelho entre todas as nações, difundindo-o de forma plena e persuasiva como está registrado nas Escrituras.

2. Devemos fazer as pessoas experimentar a graça de Deus possibilitada através da morte e ressurreição de Cristo.

3. Devemos ensiná-las o valor e a grandeza das bênçãos do Reino de Deus e conduzi-las a uma caminhada e ministério obedientes e dependentes do Espírito Santo.

 

A Grande Comissão é um projeto de Deus do qual eu faço parte. Você tem feito parte desta comissão? Tem obedecido ao Senhor?  Tem sido um instrumento de Deus para levar as boas novas? Deus nos convida hoje para fazermos parte desta Grande Comissão e fazermos discípulos de todas as nações.

 

Bibliografia

GONDIM, Ricardo. Artesãos de uma nova história. Ed Candeia

PETERS, George. Teologia bíblica de missões. Ed CPAD

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