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SACRIFÍCIO QUE GLORIFICA A DEUS
18/08/2016

O SACRIFÍCIO QUE GLORIFICA A DEUS – SALMO 50.23

 

Louvor, pelo dicionário, é elogiar, dirigir louvores à, enaltecer, exaltar, bendizer, glorificar, aprovar, aplaudir e avaliar. Louvar a Deus, no sentido bíblico é exaltar as suas qualidades, ou seja, dizer o que Ele é, o que Ele representa para nós.

Nota-se que o louvor a Deus depende de quanto nós O conhecemos. Podemos ver que, na Bíblia, todos os homens que deixaram hinos de louvor a Deus eram pessoas íntimas de Deus. Podemos citar Moisés, que viu a face de Deus e nos deixou, por exemplo, o Salmo 90; Davi, que era homem segundo o coração de Deus, e escreveu vários salmos, e também Asafe, um dos homens que ministravam continuamente no templo e que escreveu vários salmos.

 

Desde os tempos antigos, o sacrifício foi o ato central de adoração. Os povos primitivos ofereciam sacrifícios como forma de adoração. Eles levavam algo de valor para oferecer aos seus deuses; às vezes até a sua própria carne e sangue. Os antigos hebreus tinham um complexo sistema de sacrifícios que é expresso no livro de Levítico. As ofertas judaicas eram: oferta pacífica; oferta pelo pecado, holocausto. Os sacrifícios faziam parte da adoração a Deus.

Mas, por várias vezes os israelitas foram criticados pelos profetas, por causa do formalismo destes sacrifícios. Era uma adoração falsa, pois era oferecido mecanicamente. Assim também acontece hoje:

1. Existe adoração com forma mais sem substância – distante da verdade (2Tm 3.1-8).

2. Existe adoração de lábios, mas não de coração – Mt 15.8,9: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens”. Em Is 1.11-17, o povo de Israel orava, cantava, ofereciam sacrifícios de animais, mas não reconheciam o Senhor em seus corações.

2. Existe adoração com sacrifício, mas não com obediência (1Sm 15.22,23). 

 

O sacrifício que glorifica a Deus não é um sacrifico formal, ou material, mas espiritual, isto é, um puro louvor que procede de um coração temente, obediente e sincero. 

O Altar cristão é de natureza espiritual, e não material. Assim sendo, os únicos sacrifícios que podem fazer são espirituais.

O LOUVOR É O PROPÓSITO DE TODA CRIAÇÃO.

O Sal 150 diz: Louvai-O no firmamento, obra do seu poder” (v.1) e: “Todo ser que respira louve ao Senhor”, (v.6).

Deus criou todo o Universo para que este testemunhasse do seu poder e da sua glória, louvando-o com a sua própria existência. “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Sl.90:1). Mas Deus não queria apenas o testemunho silencioso da natureza ou a obediência dos seus anjos expressa no Salmo 103:20; “Bendizei ao Senhor todos os seus anjos, valorosos em poder, que escutais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra”. Ele queria um ser que O louvasse ativa e coscientemente e por isso criou o homem. “Louvai a Deus” é uma ordem constante através de toda a Bíblia.

 

O LOUVOR É UMA CARACTERÍSTICA DA IGREJA.

Em Atos 15:15-17 Tiago diz: “… Deus primeiro visitou os gentios a fim de constituir dentre eles um povo para seu nome. Conferem  com isto as palavras dos profetas, como está escrito: Cumpridas estas coisas, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; e, levantando-os de suas ruínas, restaurá-lo-ei. Para que os demais homens busquem o Senhor, e todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu nome…”

Aqui Tiago cita a profecia de Amós, sobre a restauração do tabernáculo de Davi, referindo-se à Igreja. A principal característica do tabernáculo de Davi era o louvor (I Cr.16:4). Da autoria deste grupo de homens e do próprio Davi é um grande número de Salmos, exemplos perfeito de louvor a Deus. Comparando a Igreja com o tabernáculo de Davi, Deus demonstra o seu desejo de que nós, o seu povo, o louvemos assim como fez Davi.

 

SACRIFÍCIO DE LOUVOR. O sacrifício que glorifica a Deus é um puro louvor.

Muitas vezes ouvimos a seguinte oração: “Senhor, nós te louvamos por isto ou aquilo que o Senhor fez”. Confunde-se aqui louvor com agradecimento. Louvor, como já vimos, não é gratidão por aquilo que Deus fez, mas o reconhecimento daquilo que Deus é. Isto permite que nós o louvemos qualquer que seja a circunstância, pois ele “ontem e hoje é o mesmo e o será para sempre”, (hb. 13:8). Baseado nisto Deus quer que nós o louvemos mesmo em circunstâncias adversas. É isto que se chama “sacrifício de louvor”. É louvar a Deus não por aquilo que Ele nos dar, mas por aquilo que Ele é. É louvar a Deus com todo o nosso ser.

 

I. Sacrifício de louvor que glorifica a Deus só pode ser oferecido em Cristo – Hb 3.15. “Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome”.

1. Por meio de Jesus…A adoração é um ato divino humano. No culto, no louvor, Deus e o homem se encontram. Por isso deve haver um mediador Deus-homem. Um homem verdadeiro e um Deus verdadeiro deve mediar o louvor  – Jesus, (Jo 14.6). É impossível o louvor sem a mediação de Jesus Cristo. É impossível adorar a Deus sem está em comunhão com Jesus.

Existe em muitos cristãos a idéia errônea de que o louvor se restringe à música, e somente dentro da Igreja. São dois erros.

2. O louvor na vida do crente não deve limitar-se ao louvor conjunto, dentro da Igreja, mas conforme lemos em Hebreus 13:15 ele deve ser oferecido sempre a Deus. Isto inclui a vida diária individualmente, em todo lugar em que a pessoa estiver. Começamos a perceber aqui o louvor, antes de ser um ato, é uma atitude do coração, uma disposição constante de agradar a Deus.

3. Amúsica não é a única forma de se louvar a Deus. Considerando-se que o louvor é uma atitude do coração, podemos imaginar que ele pode expressar-se de inúmeras formas e em lugares diferentes. É  por isso que a Bíblia fala em “sermos para louvor da sua glória”, (Ef.1:12).

4. O sacrifício de louvor está relacionado aos lábios que confessam o Nome do Senhor. Só adora de forma verdadeira aquele que reconhece Jesus como Senhor e Salvador.

5. Sacrifício de louvor é também fazer o bem a todos – v.16 “Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada ”.

 

II. Sacrifício de louvor que glorifica a Deus só pode ser realizado com amor (Dt 6.4,5; Mt 22.37). MT 22.37: “Respondeu Jesus: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”.

  1. Culto verdadeiro requer amor de todo o coração;
  2. Culto verdadeiro requer amor integral da mente Mc 12.30
  3. Culto verdadeiro requer todo o nosso esforço;

 

III. O verdadeiro sacrifício de louvor é baseado numa vida consagrada a Deus.

Glorificar a Deus é também servi-lo, fazer a vontade e a obra de Deus. É compreender e reconhecer seu infinito valor. Nosso sacrifício diário consiste no louvor a Deus, não apenas o louvor de lábios, mas também inclui o louvor da vida, a vida consagrada. A vida consagrada é também uma vida de obediência à vontade de Deus.

 

CONCLUSÃO

OS EFEITOS DO SACRIFICIO DE LOUVOR

  1. Segurança – o sacrifício de louvor edifica a fé na rocha – somos fortalecidos em Cristo.
  2. Comunhão e intimidade com Deus.
  3. Santificação – a busca da santidade é conseqüência da aproximação de Deus (Isaias 6).
  4. Visão transformada – a aproximação de Deus através do louvor muda a nossa visão. Passamos ver as coisas do ponto de vista de Deus.
  5. Evangelização.

Pelo fato de glorificar a Deus e cumprir o propósito para a qual nos criou, a adoração é uma atividade de significado eterno e de grande valor – Ef 5.15-20.

Pastor Adriano

SACRIFÍCIO VIVO: ROMANOS 12. 1,2

O que é um culto espiritual? O que é um culto vivo? Alguns de nossos cultos, que achamos que são cultos avivados, poderosos, às vezes não passam de cultos formais, vazios e frios. Porque o que determina se um culto é vivo ou morto ou frio, não é a quantidade de barulho provocado por ele, ou se mexe com o emocional das pessoas – mas é o contato que temos com o Criador. Culto vivo é aquele que nos leva a ter comunhão com Deus, ser tocado por Ele. Culto vivo é aquele em que Criador e criatura se encontram – e este por sua vez é transformado.

Culto vivo é quando há amor de verdade. Culto vivo é quando temos comunhão com os irmãos.

Culto vivo acontece quando entregamos o melhor à Deus. Então podemos dizer que:

O sacrifício vivo consiste numa dedicação total do cristão a Deus

 

I. MOTIVO DO SACRIFÍCIO – as misericórdias de Deus v.1a

1. Rogo-vos – significa encorajar, exortar, apelo sério e ardoroso.

2. “pois – misericórdias” - representa a obra salvífica – a justificação

II. O QUE DEVE SER OFERECIDO – nossos corpos vivos – um culto racional - logiken latreian” v.1b

1. Apresenteis – vocábulo usado para apresentar um sacrifício. Literalmente significa pôr de lado, isto é, reservar para algum propósito particular.

Latreia – na Bíblia nunca significa serviço humano, sempre é usado como serviço e culto a Deus; uma adoração.

Já “Logiken“; que pode ser traduzida por racional e razoável – pode ser também traduzida por espiritual. Mas o que caracteriza esse culto ou adoração espiritual?

Ele é constituído por uma vida sacrificial, na qual nosso corpo é uma oferta diária a Deus; algo totalmente livre.

Um verdadeiro contraste, uma antítese ao culto judaico, era o conceito inverso do cerimonial judaico, que era cheio de regras e simbologias, na qual a vida do sacrifício era tirada antes de ser oferecida.

A proposta de Paulo não está relacionada a sangue de cordeiros e touros, mas está ligado a um ser vivo com vontade e desejos, o que se sacrifica não é mais só a carne mas todo o ser, toda a personalidade.

Não há lugar o mecanicismo judaico no qual o racionalismo-intelectivo dominava; há agora o espiritual; porque o homem sacrificado possui razão, mas é um ser espiritual.

Culto espiritual é uma relação de interação entre o homem e Deus na qual em hipótese alguma Deus será deixado em segundo plano.

 

“Culto espiritual é aquele no qual oferecemos nossa vida a cada dia, a verdadeira adoração não é algo que se possa realizar dentro somente da igreja, o verdadeiro culto é ver o mundo como o templo do Deus vivo e em cada ato comum, um ato de adoração”. William Barclay.

 

Essa “adoração espiritual” usada aqui por Paulo é o mesmo termo para aqueles que adoram a Deus no Espírito. “Porque nós é que somos a circuncisão nós que adoramos a Deus, no Espirito e nos gloriamos em Cristo Jesus e não confiamos na carne. (Fp 3:3)”.

João 4:23,24. “Mas vem a hora , e já chegou, em que os verdadeiros adoradores, adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; importa que seus adoradores adorem em espírito e em verdade”.

III. COMO DEVE SER OFERECIDO?

1. Como um Sacrifício vivo

Crisóstomo “Como pode um corpo tornar-se um sacrifício vivo?

Que os olhos não contemplem o mal, isso importa em sacrifício, que a língua não profira nenhuma vileza e isso será uma oferta; que as mãos não operem o que é pecaminoso isso eqüivale a um holocausto. Além disso, pois isso não é o bastante; devemos nos esforçar em favor do bem, ajudando o próximo, a boca bendizendo aqueles que nos amaldiçoam, e os ouvidos sempre prontos para dar atenção a Deus.”

O sacrifício vivo é uma vida inteira consagrada a Deus.

2. Sacrifício santo – Culto espiritual é a mente e coração sacrificados em adoração a Deus.

3. Sacrifício agradável a Deus – satisfatório –

 

IV.  O SACRIFICIO VIVO NOS LEVA BUSCAR UMA IDENTIDADE DEFINIDA V.2

1. Não se amoldar ao padrão do mundo –

Analisemos a expressão: “suskematizethe” que pode ser traduzida por não vos conformeis; não vos modeleis; não tomeis a forma; não assumam a moda. Modelagem segundo um determinado padrão, em que uma coisa toma a forma de outra, adquirindo o seu caráter, mediante alguma influência ou poder exterior.

Isso nos faz ver que Paulo ao desafiar a busca pela identidade, chama a igreja a uma vida de não conformação constante, algo tão diário como nosso culto espiritual. Paulo está sendo enfático, em outras palavras não está pedindo por favor, ele está falando aos romanos sobre algo inegociável, a relação deles com o mundo.

Mundo (aeon) indica época, uma era – o período em que nós vivemos – este período é marcado por uma série de condições, qualidades, costumes, padrões morais e espirituais, degradações, etc.

 

Não deve haver interação entre os cristãos e o presente século, porque onde houver essa relação só um sobreviverá, em outras palavras, ou a igreja evangeliza o mundo, ou o mundo seculariza a igreja.

” Não emparelheis vossas vidas com todas as modas do mundo; não sejais como o camaleão que toma a cor do mundo que o rodeia; não sigais o mundo e não deixeis que o mundo decida como sereis.” (Barclay)

 

2. O meio é:  a renovação da mente.

A palavra usada para mente “NOOS” é a mesma usada constantemente no vocabulário grego de filosofia; que não expressa só a intelectualidade, mas uma idéia de espiritualidade; que deixa esse versículo nessa parte assim : “Mas transformem-se internamente, pela renovação do vosso espírito.”

Essa renovação implica no abandono, crucificação e morte do “velho homem”, para que Cristo implante em nós tudo novo, novos princípios, novas leis, novos objetivos e novas esperanças e por meio dessa renovação somos transformados em novos homens e uma nova humanidade; pois agora temos a “mente de Cristo”, é sempre nova. (2Co 3.18)

 

3. Resultado – experimentar a vontade de Deus. Uma igreja que sabe cultuar; não conformada mas transformada pela renovação da mente, está apta para experimentar algo profundamente singular: a vontade de Deus. Trata-se de um alvo elevadíssimo que é posto diante de nós.

A palavra “DOKIMAZEIN”, traduzida mais freqüentemente por ” ‘experimenteis’.

Como o trabalho de um degustador que um dia após o outro prova alimentos e vinhos e os classifica aprovando-os ou não, nós devemos por as situações a experimento para que saibamos qual o sabor que elas terão em nossa vida cristã e quando sentimos em nosso paladar o sabor da vontade de Deus, constatamos o que é dito a respeito dela; só que agora para nós.

Provamos que ela é :

boa: o sumo bem

agradável: em contraste com tudo o que é arbitrário.

perfeita: como reflexo da essência do Seu dono.

Experimentar ou viver experiencialmente cada situação é antagônico ao pragmatismo vigente em nossos dias; pois experimentar nos leva ao contato com o objeto do experimento ou seja experimentar a vontade de Deus, envolve estar e permanecer em contato com Deus.

Fomos criados para o louvor da glória do Senhor. Fomos constituídos povo santo para oferecer a Deus sacrifícios espirituais – que são as nossas vidas sacrificadas no altar do Senhor. 1Pe 2.5.

PASTOR ADRIANO DOS SANTOS MIRANDA

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